
De súbito, dei o último gole. Esperei. O sabor amargo e doce em simultâneo preencheram todos os meus sentidos. Aquela última gota já sabia a qualquer coisa: a resposta já não me parecia a mesma.
De repente sinto uma pequena brisa suave e desisti, não quero mais pensar, apercebi-me que o mais importante é sentir. A vida não é bela só porque a vejo, mas sim porque a sinto.
No fundo da garrafa, há sempre algo que se eleva sobre duas crianças assustadas com a mania que já são adultas e que se auto-intitulam de "Vodka". Será apenas reflexão ou trauma do passado?


